Quem já passou por uma inundação sabe em primeira mão o poder devastador da água.
Isso aconteceu recentemente no lugar mais improvável. Dezenas de pessoas morreram, incluindo 10 crianças, quando seu ônibus foi arrastado pelas águas da enchente. Estradas foram destruídas, casas e edifícios foram destruídos, vilarejos inteiros foram isolados e o segundo aeroporto mais movimentado do mundo foi fechado porque suas pistas pareciam lagoas.
Mas coisas como essas acontecem sempre que há uma inundação, certo?
Bem, essa inundação não ocorreu em lugares propensos a inundações, como Flórida ou Louisiana. Em vez disso, ocorreu no Golfo Pérsico! Exatamente os reinos quentes e áridos do deserto, conhecidos por serem compostos de milhões de quilômetros quadrados de areia.
Entre as nações atingidas estavam Irã, Omã, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Catar e Arábia Saudita — não são lugares que esperamos que fiquem debaixo d'água. No entanto, foram inundados em abril deste ano com níveis recordes de chuva que levaram a enchentes históricas.
Se a Arábia Saudita pode inundar, quem está seguro?
VENTO
Entre as intermináveis reportagens sobre a Ucrânia, Gaza e as próximas eleições nos EUA, você deve ter notado os diversos incidentes climáticos que estão ocorrendo em todo o mundo — muitos deles.
Apenas algumas das manchetes recentes sobre tornados nos Estados Unidos já devem ser suficientes para mostrar isso:
• “Mais de 70 tornados registrados atingiram quase 15 estados no fim de semana do Memorial Day, deixando pelo menos 24 pessoas mortas."
• "Desde 26 de abril, os EUA sofreram 18 tornados letais nos quais 36 pessoas morreram. Metade das vítimas estava em casas móveis."
• “Enxames de tornados têm se espalhado pelos Estados Unidos por quase um mês consecutivo. [...] Foi o mês de maio mais ativo em termos de clima severo desde 2011 e contou com tornados violentos, chegando a incríveis 160 km/h que destruiu Houston, com pedras de granizo maiores laranjas."
Em dezembro de 2021, a casa de um casal em Kentucky foi destruída por um tornado, que também matou 81 pessoas. Surpreendentemente, um tornado recente passou pela mesma propriedade, destruindo a casa deles novamente!
ÁGUA
Além das inundações devastadoras no Golfo Pérsico, partes da África foram recentemente atingidas por tempestades e inundações mortais. De acordo com o Center for Disaster Philanthropy (Centro para Filantropia de Desastres): "Meses de chuvas fortes devido às monções sazonais e às estações chuvosas causaram inundações (fluviais e repentinas), mortes e deslocamentos em vários países da África Oriental. [...] Pelo menos 1,6 milhão de pessoas foram afetadas, 473 morreram e mais de 410.000 foram deslocadas."
Os Estados Unidos também foram atingidos por muitas enchentes este ano. Nos estados da Costa do Golfo: “os totais de chuva de dois dígitos entre 50 e 80 centímetros na região nas últimas semanas, encharcaram o solo e deixaram os rios cheios, elevando a ameaça de enchentes a níveis extremos". Algumas comunidades já estão debaixo d'água.
Há mais exemplos:
• “Inundações severas causam estragos no norte da Europa.”
• “Enchentes maciças ameaçam dezenas de milhões de pessoas à medida que chuvas intensas atingem o sul da China.”
• “Chuvas fortes retornam ao sul do Brasil, inundando até mesmo áreas mais altas em Porto Alegre.”
As chuvas fortes também podem produzir deslizamentos de terra devastadores, como o que ocorreu em 24 de maio em Papua Nova Guiné. Estima-se que mais de 2.000 pessoas tenham sido enterradas vivas.
NOSSO DESTINO
Uma previsão do tempo de quatro dias em 2024 é tão precisa quanto uma previsão de um dia há 30 anos. E com "o impacto revolucionário da inteligência artificial (IA) e do aprendizado de máquina (AM) na meteorologia", os cientistas estão agora desenvolvendo métodos ainda mais precisos para ajudar as pessoas a evitar condições climáticas destrutivas. No entanto, apesar de nossos avanços contínuos em meteorologia, as fatalidades relacionadas ao clima não estão diminuindo — um lembrete de que não podemos controlar nosso destino.
Nosso destino temporal, obviamente.
Embora nossa vida terrena possa ser afetada por um planeta que está "envelhece[ndo] como um vestido" (Isaías 51:6), nosso destino eterno depende inteiramente de nossa própria escolha. Como Josué disse aos israelitas na fronteira da Terra Prometida: "Escolhei, hoje, a quem sirvais" (Josué 24:15).
No entanto, muitos cristãos ainda seguem o modelo calvinista de salvação, que ensina que Deus faz a escolha por você. E se Ele não o fizer, o seu destino será o inferno eterno! Essa teologia se baseia em uma interpretação errônea de algumas das declarações de Jesus no evangelho de João e de algumas das declarações de Paulo no livro de Romanos.
O que a Bíblia ensina claramente é que "a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens" (Tito 2:11). Se a salvação não fosse para todos, então Deus estaria agindo de forma contrária à descrição de si mesmo em Deuteronômio 10:17: "O Senhor, vosso Deus, [...] o Deus grande, poderoso e temível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno" (ênfase acrescentada).
Pense nisto. Por que Deus nos ordenaria a "Não ser[mos] parciais no juízo" (1:17) se Ele fez o contrário ao julgar os pecadores?
Para saber mais sobre o Calvinismo, leia o artigo do Pastor Doug “Uma Vez Salvo, Salvo para Sempre?”